quinta-feira, junho 11

Lindbergh afirma que a família Bolsonaro lidera iniciativa de recolonização na América Latina

Na noite de quarta-feira (10), o deputado federal Lindbergh Farias, do PT do Rio de Janeiro, expressou severas críticas à conduta dos membros da família Bolsonaro. Ele esteve presente na abertura do XVIII Congresso do Sindicato dos Petroleiros e das Petroleiras de Duque de Caxias (SindPetro), realizado na Baixada Fluminense.

Com o tema “Organizar a categoria, defender a soberania e barrar a extrema direita”, os sindicalistas ressaltaram a urgência de unir a classe trabalhadora para combater os retrocessos e enfrentar o bolsonarismo.

Em seu discurso, Lindbergh enfatizou que a defesa da soberania nacional é uma questão central no cenário atual, criticando veementemente o perfil considerado entreguista do clã Bolsonaro. “A família Bolsonaro se comporta como se fosse responsável por um projeto de recolonização da América Latina. Eles pretendem entregar ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, todas as riquezas naturais do Brasil, incluindo terras raras”, afirmou o deputado.

Ele acrescentou que “o plano deles é muito mais radical e entreguista do que antes, o que terá um impacto direto nas próximas eleições. O objetivo de Trump é estabelecer governos subservientes em todos os países para explorar riquezas e bens públicos”, complementou.

Lindbergh também citou o polêmico financiamento do filme Dark Horse, que envolve Flávio Bolsonaro e o Banco Master, cujo proprietário, Daniel Vorcaro, está preso por fraudes financeiras. “Eduardo Bolsonaro utilizou recursos desviados de aposentados para conspirar contra o Brasil enquanto permanecia nos Estados Unidos. Isso é extremamente grave”, destacou.

No decorrer do congresso, ele anunciou que está tramitando na Câmara dos Deputados o projeto de lei nº 4875/2025. Essa proposta visa padronizar a escala de trabalho dos petroleiros, com foco em benefícios para os trabalhadores terceirizados.

A iniciativa busca assegurar igualdade entre os profissionais efetivos e terceirizados que atuam em plataformas de petróleo e embarcações, garantindo a todos um período de descanso de 36 horas para cada 24 horas trabalhadas em regime embarcado.

“O Brasil vive um momento de intensa discussão sobre condições dignas de trabalho, incluindo a redução da jornada e a garantia de direitos. Nesse contexto, apresentei uma proposta em Brasília para assegurar que todos os petroleiros tenham direito ao descanso adequado e não ultrapassem 14 dias consecutivos de trabalho. A urgência dessa proposta já foi aprovada e deve ser votada em breve”, informou Lindbergh.

Críticas ao modelo de privatização

Aproveitando a oportunidade do debate, o deputado criticou o modelo de privatização adotado nos últimos anos, afirmando que essa abordagem vai contra os interesses de um país que valoriza sua soberania.

“É essencial reestatizar nossas empresas, como a BR Distribuidora e as refinarias, as quais foram vendidas por preços irrisórios pela extrema direita. Não há desenvolvimento nacional sem soberania”, argumentou Lindbergh.

Com a Copa do Mundo se aproximando, ele destacou a importância de resgatar os símbolos nacionais. “Uma pesquisa recente da Quaest revelou que 47% dos brasileiros consideram o presidente Lula muito mais patriota do que Bolsonaro. Isso é uma excelente notícia porque as pessoas estão começando a perceber as contradições dessa narrativa bolsonarista. Precisamos retomar o orgulho em usar as cores verde e amarelo e não permitir que elas sejam apropriadas por eles”, concluiu.

A mesa de abertura do congresso contou também com a presença do vereador Rick Azevedo (PSOL-RJ), fundador do Movimento VAT – Vida Além do Trabalho; da deputada federal Taliria Petrone (PSOL-RJ); Alexandre Rodrigues, do PCdoB Duque de Caxias; e Cássio Canhoto, representante da Unidade Classista.