quinta-feira, julho 23

Administração Trump responde a Lula e anuncia vigilância sobre as eleições no Brasil

A administração de Donald Trump respondeu às declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) feitas durante a convenção nacional do PDT, onde mencionou o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio.

No evento ocorrido na última segunda-feira (20), Lula expressou que não teme a possível intervenção de Marco Rubio nas eleições brasileiras e lançou um desafio ao secretário:

“Se o secretário de Estado americano Marco Rubio quiser vir apoiar o meu adversário, que venha, que monte um comitê, porque a gente vai derrotar todos em nome da defesa da democracia desse país.”

Em uma declaração ao G1, o Departamento de Estado dos EUA indicou que acompanhará as eleições no Brasil com o intuito de assegurar “a liberdade de expressão”.

“Os Estados Unidos têm um interesse histórico e global na liberdade de expressão e na proteção dos processos democráticos em todo o mundo, incluindo o Brasil”, explicou em nota a instituição sob a liderança de Marco Rubio.

Lula desafia Rubio a apoiar Flávio Bolsonaro na campanha presidencial

Nesta segunda-feira (20), durante sua fala na convenção nacional do PDT, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou estar tranquilo quanto a uma possível participação do secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, na candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência.

O presidente lançou um desafio: “Se o secretário de Estado americano Marco Rubio quiser vir apoiar o meu adversário, que venha, que monte um comitê, porque a gente vai derrotar todos em nome da defesa da democracia desse país”, enfatizou Lula em Brasília.

Lula também mencionou que seu grupo político está preparado para enfrentar qualquer tentativa de interferência externa “em nome da defesa da democracia”. Essas declarações surgem em meio a uma tensão crescente entre o governo brasileiro e a administração Trump, especialmente após novas tarifas impostas sobre produtos brasileiros.

A convenção do PDT teve como objetivo reunir líderes nacionais para discutir alianças e estratégias voltadas para as eleições de 2026. O partido decidiu apoiar a pré-candidatura à reeleição de Lula, cuja candidatura deve ser formalizada pelo PT em uma convenção programada para agosto.

No decorrer do discurso, Lula fez referência também aos brasileiros que buscam apoio das autoridades americanas para solicitar sanções contra o Brasil.

“Hoje temos não um, mas vários traidores que vão aos EUA pedir para os EUA impor punição ao Brasil”, declarou ele.

Além disso, o presidente ressaltou que embora o Brasil aceitará observadores internacionais nas eleições, não permitirá qualquer tipo de intervenção por parte de outros governos no cenário político nacional.

Essas afirmações ocorreram pouco mais de um mês depois que Flávio Bolsonaro protocolou uma notícia-crime no Supremo Tribunal Federal contra Lula. O senador solicitou investigação sobre supostas ameaças e incitação ao crime após comentários do presidente sobre punições históricas aplicadas a “traidores da pátria”.

Lula ainda reiterou que as eleições de 2026 serão cruciais para barrar o retorno do que ele classificou como negacionismo e fascismo ao poder.

“Nós não temos o direito de perder essas eleições”, concluiu.