quinta-feira, julho 30

BNDES destina R$ 20 bilhões para revitalizar a frota de transporte rodoviário nacional

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) alcançou a impressionante cifra de R$ 20 bilhões em aprovações de financiamentos por meio do programa BNDES Mais Mobilidade. Esta iniciativa foi lançada pelo governo federal em dezembro de 2025 com o objetivo de atualizar a frota nacional composta por caminhões, ônibus e micro-ônibus, além de promover implementos rodoviários no Brasil.

As autoridades informam que aproximadamente 95% do valor total de R$ 21,2 bilhões já foi liberado para a segunda fase do programa, que começou em maio deste ano.

Integrante da iniciativa Move Brasil, promovida pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), o programa permanecerá ativo até o dia 28 de agosto nesta segunda fase. No entanto, há a possibilidade de encerramento antecipado caso os recursos financeiros sejam totalmente alocados, conforme comunicado do ministério.

Nos primeiros cinco dias após seu lançamento, foram aprovados R$ 6,6 bilhões; apenas doze dias depois, esse montante subiu para R$ 10 bilhões. Atualmente, o total de aprovações alcança R$ 20 bilhões, abrangendo mais de 9 mil operações em 1.056 municípios brasileiros.

O valor médio das operações se situa em torno de R$ 1,3 milhão e é utilizado principalmente para financiar a compra de veículos por companhias que atuam no transporte e na logística.

Dados fornecidos pelo BNDES indicam que desde o início do programa foram destinados R$ 6,58 bilhões para empresas frotistas em aproximadamente 4,8 mil operações. Além disso, R$ 43,8 milhões foram alocados em 104 operações voltadas para transportadores autônomos de carga.

Além de fomentar a indústria automotiva nacional, o programa inclui critérios ambientais que visam incentivar a modernização da frota. Entre as exigências está a produção dos veículos dentro do Brasil (no caso dos seminovos fabricados a partir de 2012) e o credenciamento no Cadastro de Fabricantes Informatizado (CFI) do BNDES.

Os veículos também precisam atender aos padrões da fase Proconve P-8, que é o mais rigoroso no Brasil para emissões em veículos pesados. Este padrão está alinhado à norma Euro 6 internacional, que reduz as emissões de óxidos de nitrogênio (NOx) em cerca de 75% e diminui consideravelmente a liberação de fumaça e partículas finas pelos veículos.

A renovação da frota não apenas traz benefícios ambientais como também promete aumentar a produtividade do setor.

Conforme informações do banco, motoristas autônomos devem estar registrados no RNTRC (Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas), e as viagens realizadas precisam ser formalmente registradas na ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres).

No Brasil, o transporte rodoviário representa entre 60% e 75% da movimentação total de mercadorias. Existem mais de um milhão de transportadores cadastrados na ANTT e cerca de 1,4 bilhão de toneladas são transportadas anualmente em mais de 80 milhões de viagens.

A ANTT informa ainda que aproximadamente 72% da frota é composta por Transportadores Autônomos de Cargas (TAC).