sexta-feira, agosto 14

Agente do ICE, encapuzado, ameaça cidadã com arma em vídeo nos EUA

Carolina Molina, uma conselheira profissional de 36 anos e especialista em avaliações psicológicas para imigração, passou por uma situação alarmante quando um agente do ICE encapuzado a ameaçou com uma arma em um estacionamento localizado em Falls Church, Virgínia.

A abordagem foi gravada por Carolina dentro de seu carro, onde o agente a acusou de tentativas de atropelamento. O vídeo, que rapidamente se espalhou pelas redes sociais, gerou grande indignação ao mostrar a brutalidade da ação e levantar questões sobre o uso excessivo da força contra cidadãos.

Enquanto estava dentro do veículo, Carolina foi surpreendida por um agente do ICE que usava uma balaclava preta. Ele se aproximou armado e começou a gritar acusações, alegando que ela havia tentado atingir a equipe com o carro.

No registro feito por Carolina, o agente poderia facilmente ser confundido com um criminoso: encapuzado e brandindo uma arma enquanto gritava para uma mulher sozinha no veículo.

“Você quase nos atropelou! Vou prendê-la!”, exclamou o agente, mantendo a arma direcionada à cabeça de Carolina. Ela refutou as alegações e informou que estava gravando toda a situação. Ao girar a câmera, mostrou um grupo inteiro de agentes do ICE cercando seu carro antes de se afastarem.

Testemunho da vítima e relato oficial

<pCarolina relatou que estava distribuindo cartões de visita em escritórios de advocacia especializados em imigração quando avistou os agentes realizando detenções na área.

Desempenhando seu papel como conselheira profissional licenciada em avaliações psicológicas para imigração, ela se encontrava em seu expediente habitual no momento da abordagem.

Em entrevista à WUSA9 (CBS), ela compartilhou sua experiência: “Eu estava na linha de mira de uma arma; ele poderia ter disparado e ficado impune. Conheço meus direitos como cidadã americana. A Primeira Emenda me garante liberdade de expressão. Não é aceitável apontar uma arma para minha cabeça simplesmente porque não gostaram do que eu disse”.

A resposta oficial foi contrária ao relato de Carolina. O Departamento de Segurança Interna (DHS), conforme noticiado por The Hill e The New York Times, afirmou que Molina seria “uma agitadora anti-ICE” e alegou que ela teria atrapalhado a operação ao dirigir “em círculos ao redor dos agentes e tentando feri-los com seu veículo, tudo para ajudar imigrantes ilegais a fugir”.

No entanto, essa versão apresentada pelo DHS não trouxe evidências públicas e contrasta diretamente com o conteúdo do vídeo gravado pela própria vítima durante a abordagem.

Contexto e repercussões imediatas

As denúncias sobre abuso por parte dos agentes do ICE são recorrentes nos Estados Unidos. Durante o governo Donald Trump, as operações de fiscalização migratória foram amplificadas significativamente, aumentando tanto sua escala quanto visibilidade.

A situação vivenciada por Carolina Molina ilustra como essas operações têm afetado pessoas sem qualquer relação com questões migratórias irregulares. Além disso, evidencia como a postura institucional do DHS tende a rotular aqueles que documentam ou questionam as ações do ICE como ameaças em vez de reconhecer suas vozes como vítimas.