Tiago Ramos e Mattos, o biógrafo que não possui autorização do cantor alagoano Djavan, optou por omitir um momento significativo da vida do artista em sua obra.
No livro intitulado “Djavan – Dizem que o amor atrai”, o autor decidiu não abordar a controversa entrevista concedida em 2018, na qual Djavan expressou ver esperança no Brasil sob a presidência de Jair Bolsonaro, recém-eleito à época.
“Não possui relevância”
<pEm uma conversa com a coluna Gente, da revista Veja, Ramos e Mattos afirmou que essa declaração “não possui relevância quando se considera a magnitude da obra” do cantor.
Ao ser questionado se havia deixado alguma informação relevante de fora do livro, o biógrafo respondeu afirmativamente: “Sim. A controvérsia relacionada à entrevista dada por ele em 2018, onde mencionou ver esperança no Brasil em um contexto onde Jair Bolsonaro havia sido recentemente eleito. Preferi não entrar em polêmicas”.
O biógrafo ainda acrescentou: “Não possui relevância quando se analisa a grandeza de sua obra. Talvez tenha sido, como ele mesmo disse, uma declaração infeliz e mal interpretada. Djavan não via esperança no Brasil unicamente por causa da eleição de Bolsonaro, mas sim porque acredita no país e na democracia, sempre lutando por causas democráticas como as Diretas Já”.
