O centenário de Marilyn Monroe será comemorado em 1º de junho, mas algumas homenagens para uma das mais icônicas estrelas de Hollywood já começaram e vão até o segundo semestre. Monroe é tema de uma exposição na Cinemateca Francesa, em Paris; outra exposição com fotografias, objetos pessoais, livros e figurinos na National Portrait Gallery, em Londres, conta sua história; e uma mostra de fotos inéditas de sua última sessão profissional, programada para o mês do centenário, será realizada no Museu da Imagem e do Som (MIS), em São Paulo. Mais um nome da Era de Ouro, Marilyn se consolidou como um símbolo cultural duradouro da cultura pop, reconhecida mundialmente mesmo décadas após sua morte.
Ao longo dos anos 1950 e início dos 60, definiu o glamour de uma geração com seu visual marcante — cabelos loiros platinados, batom vermelho e carisma único — tornando-se o maior símbolo sexual da época. Em 1953, atingiu o auge ao se tornar a atriz mais rentável de Hollywood, estrelando produções como “Torrentes de Paixão”, “Os Homens Preferem as Loiras” e “Como Agarrar um Milionário”. Versátil, também demonstrou talento cômico e dramático em clássicos como “Quanto Mais Quente Melhor”, que lhe rendeu o Globo de Ouro de Melhor Atriz, e “O Pecado Mora ao Lado”.
Determinada a romper barreiras, Marilyn desafiou o sistema de estúdios ao fundar sua própria produtora, buscando maior controle criativo sobre a carreira, algo incomum para mulheres na indústria à época. Ao todo, estrelou mais de 30 produções e teve sua imagem eternizada pela Pop Art de Andy Warhol, mantendo-se como referência estética e cultural até hoje. Seu impacto atravessa gerações: o American Film Institute a classificou como a sexta maior lenda do cinema dos Estados Unidos, enquanto o Smithsonian Institution a incluiu entre os norte-americanos mais significativos de todos os tempos.
Fora das telas, sua vida pessoal foi intensamente acompanhada pelo público. Foi casada com seu vizinho, Jim Dougherty, de 1942 a 1946, com o jogador de beisebol profissional Joe DiMaggio, de 1954 a 1955, e com o dramaturgo Arthur Miller, de 1956 a 1961. Monroe nunca teve filhos, mas o biógrafo Donald Spoto afirmou que ela manteve uma relação próxima com as famílias de seus maridos. Teve seu nome envolvido em rumores de um possível relacionamento com o então presidente John F. Kennedy. Marilyn nunca teve filhos e enfrentou desafios como depressão, ansiedade e dependência química.
A atriz morreu precocemente em 5 de agosto de 1962, aos 36 anos, vítima de uma overdose de barbitúricos, em um caso tratado como provável suicídio, mas cercado por teorias até hoje. Seu último filme completo foi “The Misfits” (1961). Muito à frente de sua época, Monroe tornou-se um mito.
5 curiosidades sobre Marilyn Monroe
1. Seu nome verdadeiro não era Marilyn Monroe
Norma Jeane Mortenson nasceu no dia 1 de junho de 1926, sendo a terceira filha de Gladys Pearl Monroe. Os irmãos mais velhos de Monroe eram Robert e Berniece. Ela não sabia que tinha uma irmã até completar 12 anos de idade, conhecendo-a apenas depois de adulta. A identidade do pai biológico de Marilyn é desconhecida. Durante sua infância, Mortensen e Baker foram usados como seus sobrenomes em registros públicos.
2. Morou em lares adotivos e em um orfanato
Nascida em Los Angeles, Marilyn foi levada para Hawthorne, na Califórnia, onde morou com uma família. Passou parte de sua infância em lares adotivos e em um orfanato e, para não voltar para lá, casou-se aos 16 anos.
3. Foi descoberta trabalhando, durante a guerra
Em 1944, trabalhava em uma companhia de aviação que fabricava drones para uso na Segunda Guerra Mundial, quando conheceu um fotógrafo da First Motion Picture Unit e iniciou uma carreira notável como modelo pin-up, o que a ajudou a fechar contratos para filmes de curta-metragem promovidos pela 20th Century Fox (1946–1947) e a Columbia Pictures (1948).
4. Nem sempre foi loira
Os cabelos loiros platinados da atriz eram tingidos; ela nasceu morena com cabelos cacheados. A cor loira tornou-se sua marca registrada e ela chegou a chamar seu tom de cabelo de “pillow case white”.
5. Um escândalo impulsionou sua fama
Nos anos 50, Monroe foi centro de um escândalo quando descobriram que ela havia posado nua para fotos antes de se tornar atriz. O fato acabou aumentando ainda mais o interesse do público por seus filmes.
