sexta-feira, junho 19

China estabelece novo marco em computação inteligente, revelam dados oficiais

Ao encerrar o ano de 2025, a China alcançou uma capacidade impressionante de 1,59 milhão de PFLOPS em computação inteligente, consolidando-se como o segundo maior polo global em processamento dedicado à inteligência artificial. Essas informações foram apresentadas pela Administração Nacional de Dados (NDA) no Relatório de Desenvolvimento da China Digital 2025.

Mas qual é a real implicação disso?

A capacidade computacional pode ser vista como análoga ao número e à força dos motores que impulsionam a economia digital. Os supercomputadores e centros de dados desempenham papéis cruciais no treinamento de sistemas de inteligência artificial, na gestão de dados, na realização de serviços online e em pesquisas científicas.

Quanto maior for essa capacidade, mais ágil um país se torna no desenvolvimento de modelos de IA, na criação de inovações tecnológicas e na oferta de serviços digitais. Um único PFLOP equivale a um quatrilhão de operações por segundo. Com 1,59 milhão de PFLOPS, a infraestrutura chinesa é capaz de executar uma enorme quantidade de cálculos simultaneamente.

No final de 2025, o país contava com mais de 13,7 milhões de racks — estruturas projetadas para abrigar servidores — e tinha estabelecido 42 grandes centros dedicados à computação para inteligência artificial.

Além disso, mais de 1.100 instalações passaram a ser monitoradas por uma plataforma nacional, facilitando o compartilhamento eficiente de recursos entre diversas regiões e setores econômicos.

Esse poder computacional está sendo aplicado em várias frentes, incluindo pesquisa científica, serviços públicos, manufatura industrial, robôs autônomos e desenvolvimento de novos modelos de inteligência artificial.

O uso dessas tecnologias também se expandiu entre os cidadãos. A China contabilizou 602 milhões de usuários ativos utilizando ferramentas generativas de IA, como assistentes virtuais e aplicativos capazes de gerar textos, imagens e vídeos. Esse número representa um aumento expressivo de 141,7% em comparação ao ano anterior.

Paralelamente, o governo tem buscado aumentar a eficiência energética dessa infraestrutura. Mais de 160 centros computacionais obtiveram certificações que atestam baixos níveis de carbono, enquanto a eficiência média das instalações apresentou melhorias em 2025.

De acordo com o relatório, as estratégias para os próximos anos incluem empregar a inteligência artificial para modernizar setores tradicionais da economia e estimular áreas emergentes como a indústria dos semicondutores, robótica avançada e a chamada economia da baixa altitude, que abrange inovações como drones e veículos aéreos não tripulados.

O plano do governo chinês visa elevar a contribuição das indústrias digitais para 12,5% do Produto Interno Bruto (PIB), posicionando a economia digital como um dos principais motores do crescimento nacional.