A metrópole de Melbourne, situada na região sudeste da Austrália e reconhecida por sua alta densidade populacional, foi eleita a melhor cidade do mundo em 2026, segundo o ranking anual da revista Time Out.
O relatório intitulado Best Cities, elaborado por um guia global de turismo e cultura, destaca Melbourne como uma das cidades que proporciona uma excelente qualidade de vida. A cidade se sobressai por sua mobilidade urbana eficaz, uma vasta gama de eventos culturais e uma gastronomia atrativa.
A seleção feita pela revista baseou-se em entrevistas com aproximadamente 24 mil pessoas em 150 cidades ao redor do globo, além da análise de mais de 100 especialistas que fazem parte do corpo técnico da publicação.
A questão central direcionada aos participantes foi: “Quais cidades proporcionam uma experiência excepcional tanto para residentes quanto para visitantes?”
Pela perspectiva dos entrevistados, Melbourne se destaca pelo equilíbrio entre a funcionalidade urbana e uma cultura vibrante. Com mais de 5 milhões de habitantes em sua área metropolitana, conforme dados do órgão australiano de estatísticas, a cidade é reconhecida pela sua habitabilidade.
Conforme o Global Liveability Index, um relatório produzido pela Economist Intelligence Unit, a cidade combina saúde, educação, infraestrutura e preservação ambiental, resultando em um índice elevado de qualidade habitacional.
Cerca de 94% dos habitantes de Melbourne fazem avaliações positivas sobre a cena gastronômica local. Além disso, 92% elogiam as ofertas culturais e artísticas, enquanto 77% aprovam a vida noturna. Entre os jovens da geração Z, Melbourne é classificada como a terceira melhor cidade do mundo para residir.
Números do governo australiano indicam que aproximadamente 30% da população do país é composta por imigrantes, incluindo comunidades significativas de gregos, italianos, chineses, vietnamitas, indianos e libaneses. Essa diversidade enriquece a gastronomia local.
Bairros como Fitzroy, Carlton e Richmond tornaram-se célebres no turismo gastronômico graças à cultura dos cafés e ao conceito de “brunch”, refeição que acontece geralmente no horário do almoço e é mais robusta que um café da manhã comum.
Melbourne também se destaca como um centro cultural importante com instituições renomadas como a National Gallery of Victoria – o museu de arte mais antigo da Austrália – além de diversas galerias independentes. Nesses bairros culturais, os visitantes podem assistir a filmes em cinemas de rua e explorar lojas que vendem vinis e antiguidades atraentes tanto para turistas quanto para moradores jovens. Espetáculos de teatro contemporâneo também são frequentes nessas áreas.
Embora tenha um clima “hipster”, Melbourne é também o principal centro financeiro da Austrália e apresenta uma paisagem moderna repleta de arranha-céus e edifícios corporativos.
A cidade preserva seus edifícios vitorianos nos locais turísticos e exibe ruas estreitas adornadas com murais coloridos (as famosas laneways) além de amplas áreas verdes como os Jardins Reais Botânicos de Victoria, fundados em 1846.
Esse famoso complexo botânico abriga duas áreas: os Melbourne Gardens e os Cranbourne Gardens, onde estão situados centros voltados para pesquisa científica.
No total, o jardim conta com mais de 8.500 espécies diversas distribuídas por uma área de 38 hectares localizada a cerca de dois quilômetros do centro urbano.
O jardim botânico é frequentemente descrito pelos visitantes como um “oásis urbano” e oferece lagos além de uma reserva ornamental com 150 anos (o Guilfoyle’s Volcano), junto ao Melbourne Observatory que promove sessões cinematográficas e eventos culturais.
A inauguração em 2025 do projeto Metro Tunnel – uma obra ferroviária que custou US$ 15 bilhões e criou 9 km de túneis conectando cinco estações subterrâneas – reformulou significativamente o sistema metropolitano da cidade, impactando positivamente a qualidade de vida local.
Muitos outros atrativos são associados à cidade devido à realização do Australian Open – um dos quatro Grand Slams do tênis – além do Australian Grand Prix da Fórmula 1.
Aqueles que apreciam festivais culturais podem aproveitar eventos anuais como o Melbourne Food and Wine Festival e o Melbourne International Comedy Festival (considerado o maior festival internacional independente de comédia no mundo).
No tocante ao custo mensal para viver em Melbourne, este varia entre AU$ 3.000 a AU$ 4.000 para uma pessoa solteira. O maior gasto recai sobre aluguel que pode oscilar entre AU$ 800 a AU$ 1.400 mensais para apartamentos individuais.
Apesar dos desafios enfrentados pelas grandes cidades devido à gentrificação e ao aumento nos custos imobiliários, Melbourne ocupa posições entre a 73ª e a 47ª no ranking global relacionado ao custo de vida. Um resultado considerável para uma cidade reconhecida como “a melhor do mundo”.
