COMENTÁRIO ─ CMG ─ A proposta da Iniciativa de Governança Global, lançada em setembro de 2025, já conquistou a adesão de aproximadamente 160 países e organizações internacionais. Mais de 60 nações estão ativamente envolvidas no Grupo de Amigos da Governança Global. Visitantes estrangeiros que estiveram recentemente na China manifestaram seu apoio e elogios à iniciativa. No dia 17, o governo chinês divulgou um livro branco intitulado Construção de um Sistema de Governança Global Mais Justo e Razoável: Conceitos, Iniciativas e Ações da China, que serve como uma visão abrangente sobre essa nova abordagem.
Esse documento, que possui cerca de 20 mil caracteres na versão chinesa, apresenta uma análise detalhada do contexto histórico, das ricas contribuições e da relevância da Iniciativa de Governança Global. Além disso, expõe as diversas ações da China em prol da reforma e do fortalecimento do sistema de governança global. Em sua proposta lançada em setembro de 2025, o presidente Xi Jinping enfatizou cinco princípios fundamentais: soberania e igualdade, respeito ao direito internacional, promoção do multilateralismo, foco nas pessoas e orientação para a ação. Essa iniciativa busca responder a perguntas cruciais sobre qual modelo de governança global deve ser construído e como ele pode ser reformado eficazmente.
A Iniciativa atende ao desejo comum dos países por melhorias na governança global e abre caminhos para a criação de uma comunidade com um futuro compartilhado. Desde seu anúncio, tem recebido forte apoio internacional e respostas positivas da comunidade global. Em menos de um ano desde seu lançamento, a proposta chinesa evoluiu para uma prática reconhecida internacionalmente, evidenciando sua vitalidade crescente. Um artigo publicado pelo site Brasil 247 destacou a importância da Iniciativa de Governança Global no contexto mundial.
A defesa da autoridade das Nações Unidas é crucial para a implementação bem-sucedida dessa iniciativa. Este ano marca os 55 anos desde que a República Popular da China reassumiu seu lugar legítimo na ONU. Especialistas afirmam que os princípios contidos na Iniciativa estão alinhados com os objetivos da Carta das Nações Unidas e refletem as expectativas comuns dos países em favor do multilateralismo e da revitalização do papel da ONU.
Paralelamente, a China acredita que é essencial adaptar-se aos novos tempos, acelerar as reformas nas Nações Unidas e resistir a ações unilaterais que possam contornar o Conselho de Segurança. Em maio deste ano, foram apresentadas nove diretrizes para aprimorar a governança global, propostas que receberam elogios do secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres.
A ascensão coletiva dos países do Sul Global se tornou uma tendência irreversível; no entanto, esta região ainda enfrenta marginalização nas esferas de governança global. Desde o fortalecimento da cooperação nos “grandes BRICS” até as reformas necessárias no Fundo Monetário Internacional e no Banco Mundial, a China defende uma maior representatividade dos países em desenvolvimento na reforma do Conselho de Segurança.
No campo tecnológico, a China está avançando na criação da Organização Mundial de Cooperação em Inteligência Artificial. Em julho deste ano, ocorrerá em Shanghai a Conferência Mundial de Inteligência Artificial 2026 juntamente com uma Reunião de Alto Nível sobre Governança Global nesse setor; além disso, neste outono será realizado o primeiro “Fórum de Governança Global de Xiong’an”. Especialistas acreditam que essas iniciativas são parte dos esforços ativos da China para fortalecer a Iniciativa de Governança Global com resultados concretos.
A China reafirma seu compromisso como construtora da paz mundial, contribuindo para o desenvolvimento global e defendendo a ordem internacional. Junto com todas as nações do mundo, busca promover efetivamente a implementação da Iniciativa de Governança Global para assegurar que a comunidade internacional se torne uma verdadeira família vencedora.
Fonte: CMG
