quinta-feira, junho 25

Marina Silva e Simone Tebet oficializam candidaturas ao Senado em São Paulo na aliança com Haddad e Márcio França

Nesta quinta-feira (25), foi anunciada oficialmente a candidatura das ex-ministras Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB) ao Senado Federal por São Paulo, com vistas às eleições de outubro. O evento ocorreu na capital paulista, onde também esteve presente o pré-candidato ao governo do estado, Fernando Haddad (PT), que liderará a chapa juntamente com o ex-governador Márcio França (PSB) como seu vice. Essa formação marca a união de diversos partidos, incluindo PT, PSB, PSOL, Rede, PC do B e PV, para a disputa no maior colégio eleitoral do Brasil.

Oficialização das candidaturas

O dia 25 de agosto ficou marcado pela formalização da chapa majoritária em São Paulo pelas lideranças do PT e PSB. Fernando Haddad será o pré-candidato ao governo estadual, enquanto Márcio França assume a posição de vice. Além disso, as ex-ministras Marina Silva e Simone Tebet foram confirmadas como candidatas ao Senado Federal. O evento solidifica uma aliança que envolve seis partidos distintos: PSOL, Rede, PC do B e PV.

Marina Silva é natural do Acre e representa São Paulo na Câmara dos Deputados desde o ano passado. Por sua vez, Simone Tebet vem de Mato Grosso do Sul. A origem fora de São Paulo das duas candidatas tem sido utilizada como argumento político por adversários, mas a chapa confia na experiência nacional das ex-ministras para atrair eleitores nas próximas eleições.

Reações e declarações

<pDurante o evento, Marina Silva não hesitou em contestar a narrativa de "forasteira" que membros do PL, partido de Tarcísio de Freitas, têm usado em relação a ela e Simone Tebet.

“Essa é uma visão misógina. Quando um homem se candidata vindo de outro estado, é recebido com honras. Mas quando são duas mulheres, são tratadas como forasteiras”, afirmou Marina, fazendo referência ao governador Tarcísio, que nasceu no Rio de Janeiro.

“São Paulo salvou minha vida três vezes; enfrentei cinco malárias e três hepatites. Estava sem esperança segundo os médicos até que um bispo pagou minha passagem apenas de ida para cá, onde fui tratada no Hospital das Clínicas. Tenho muito a agradecer a este estado que simboliza acolhimento para todos os que buscam oportunidades”

Sobre a possibilidade de reassumir o Ministério do Meio Ambiente em um hipotético quarto mandato de Lula, Marina evitou responder diretamente. “A formação da equipe governamental cabe exclusivamente ao presidente Lula e será discutida caso ele vença novamente. Não pretendo me antecipar em questões futuras”, declarou. Além disso, ela mencionou que ainda está decidindo quem será seu candidato a suplente na chapa, com discussões em andamento entre os partidos da coligação.