sexta-feira, julho 3

Governo lança iniciativa que permite uso do FGTS como aval para empréstimos com taxas de juros reduzidas para os trabalhadores

Recentemente, o governo federal anunciou diretrizes atualizadas para o Crédito do Trabalhador, uma linha de empréstimo consignado voltada para empregados do setor privado com registro em carteira. A principal mudança é a permissão para que uma parte dos fundos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) sirva como garantia nas operações, visando diminuir os riscos para as instituições financeiras e facilitar o acesso ao crédito a taxas de juros mais baixas.

Além da inclusão do FGTS como garantia, foi definido um limite máximo de juros de 1,99% ao mês para os contratos que utilizarem esse recurso. O objetivo é tornar essa modalidade de consignado mais atrativa aos trabalhadores e fomentar a competitividade entre os bancos.

Quais garantias podem ser oferecidas?

As novas diretrizes permitem que os trabalhadores disponibilizem parte dos valores que teriam direito em caso de demissão sem justa causa como garantia.

A seguir estão os recursos que podem ser utilizados:

  • 35% das verbas rescisórias;
  • 100% da multa rescisória de 40% do FGTS;
  • 10% do saldo disponível na conta vinculada do FGTS.

A medida visa aumentar a segurança nas operações e possibilitar que os bancos ofereçam condições mais vantajosas aos seus clientes.

Leia: Trabalhadores já podem utilizar parte do FGTS para obter consignado com juros reduzidos

Diferenças entre contratação pelo aplicativo e pelo banco

Sim, existem diferenças. As novas regulamentações definem critérios distintos dependendo do canal utilizado para contratar o empréstimo.

No caso das operações feitas por meio da Carteira de Trabalho Digital (CTPS Digital), as garantias poderão atingir até 100% do valor total financiado.

Em contrapartida, se o contrato for firmado diretamente pelos canais das instituições financeiras, a cobertura será restrita a 50% do montante liberado.

A ideia é promover o uso da plataforma oficial do governo, que permite comparações entre ofertas de diferentes bancos antes da formalização da contratação.

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Teto máximo de juros estabelecido

No caso dos empréstimos que utilizarem o FGTS como aval, a taxa não poderá ultrapassar 1,99% ao mês.

Ademais, o Custo Efetivo Total (CET), que compreende juros, tarifas e outros encargos, estará limitado a 2,99% ao mês.

Dario Durigan, secretário-executivo do Ministério da Fazenda, destacou que a ampliação das garantias visa aumentar a concorrência entre os bancos e diminuir os custos envolvidos no crédito para os trabalhadores.

“Evite contratar um empréstimo cujo custo seja superior a 1,99% ao mês”, alertou Durigan ao discutir as novas regras.

Segundo Durigan, a plataforma governamental proporciona diversas opções de crédito, permitindo que os trabalhadores avaliem as condições antes da decisão final.

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Bancos manifestam preocupações sobre o teto de juros

Ainda que haja expectativas positivas por parte do governo, representantes do setor financeiro expressam preocupações quanto ao limite de juros fixado, pois isso pode desestimular algumas instituições a atuarem nessa modalidade.

Analisando o cenário atual, especialistas ressaltam que o teto estabelecido em 1,99% ao mês é considerado baixo para certas operações, especialmente entre bancos menores e fintechs.

A percepção geral é que embora o FGTS funcione como uma garantia adicional, isso não elimina completamente o risco de inadimplência, que está associado majoritariamente aos casos de demissão sem justa causa.

Ainda assim, instituições financeiras levantam questionamentos sobre a efetividade na execução dessas garantias em situações de atraso ou inadimplência.

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Apostando na redução dos juros

O Ministério da Fazenda defende que alargar as garantias representa uma solução para um dos principais pontos criticados no crédito consignado privado: as altas taxas cobradas nos empréstimos.

D segundo Durigan, essa iniciativa aumentou consideravelmente o acesso ao crédito pelos trabalhadores e agora inicia uma nova fase focada na diminuição das taxas praticadas pelo mercado.

A análise governamental sugere que a combinação entre desconto em folha de pagamento, garantias provenientes do FGTS e maior concorrência entre instituições financeiras deverá beneficiar diretamente aqueles trabalhadores necessitando de financiamento.

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Mudanças para os trabalhadores

No cotidiano dos trabalhadores contratantes do Crédito do Trabalhador, haverá a possibilidade de usar parte dos recursos disponíveis no FGTS como garantia para conseguir condições mais favoráveis no financiamento.

No entanto, especialistas recomendam fortemente que a comparação das opções disponíveis seja feita antes da finalização do contrato e que se analise cuidadosamente como as parcelas impactarão no orçamento familiar.

Ainda que essa medida possa facilitar a aprovação dos créditos e reduzir as taxas aplicadas, é importante lembrar que os valores utilizados como garantia poderão ser acionados para saldar dívidas conforme estipulado no contrato firmado.

A expectativa com as novas regulamentações é ampliar o acesso ao crédito enquanto se pressiona o mercado financeiro a oferecer empréstimos com condições mais acessíveis aos trabalhadores registrados.