quinta-feira, julho 23

Pedro e Vinícius Jr: os pilares do renascimento da seleção brasileira

Pedro Guilherme Abreu dos Santos, conhecido como Pedro do Flamengo, deve ser um dos pilares da nova seleção brasileira sob o comando de Carlos Ancelotti.

Por outro lado, há especulações envolvendo Paolo Maldini e Leonardo, que estão à frente da seleção italiana. Eles teriam feito uma proposta a Ancelotti para liderar o novo ciclo da Azzurra, que não se destaca desde sua eliminação na fase de grupos do Mundial de 2014, realizado no Brasil. Caso isso se concretize, ele substituiria Gennaro Gattuso, cuja campanha nas Eliminatórias foi decepcionante. Para o Brasil, isso poderia ser vantajoso, já que evitaria custos com rescisão contratual, mas é bom manter os pés no chão, pois a Itália também estaria em busca de Pep Guardiola.

Retornando ao tema de Pedro, aos 29 anos ele se destaca como artilheiro do Campeonato Brasileiro com 12 gols – entre eles, dois na goleada de 4 a 0 sobre a Chapecoense. Atualmente, ele é considerado o melhor centroavante brasileiro, seja jogando no país ou no exterior. Vale lembrar que Igor Thiago participou da última Copa e João Pedro não conseguiu balançar as redes em seis partidas pela seleção.

É urgente que o Brasil inicie um trabalho voltado para a Copa do Mundo de 2030. Há muitos desafios pela frente: é necessário encontrar pelo menos um lateral-esquerdo, um lateral-direito e um meia. Quando menciono a busca por laterais, refiro-me à necessidade genuína de novos talentos; não podemos nos iludir com os tempos em que havia muitos jogadores qualificados para essas posições. Precisamos redobrar os esforços na procura por novos atletas em todas as áreas.

DAS PROMESSAS DA CBF

A CBF se comprometeu a atingir duas metas para os próximos anos: conquistar as Eliminatórias e vencer a Copa América. Duas promessas questionáveis. As Eliminatórias não contarão com Argentina, Uruguai e Paraguai; portanto, terminar na frente de Equador e Colômbia não é exatamente uma grande conquista, mesmo considerando que esses times estão em melhor forma atualmente.

Quanto à Copa América de 2028, ainda sem sede definida?

Estabelecer como objetivo ser campeão é uma tarefa complexa. Mesmo sem Messi em campo, há seleções mais fortes no momento. E caso conquistássemos esse título? A sensação seria de dever cumprido a dois anos do Mundial. No entanto, isso poderia resultar na interrupção do processo renovador. Por outro lado, se falhássemos nessa meta inicial? O sentimento de fracasso pairaria sobre nós.

O Brasil exige uma renovação profunda na sua equipe. Na última Copa do Mundo, 17 jogadores já haviam participado da competição anterior. Pretendemos continuar com eles? Alisson, Ederson, Weverton, Marquinhos, Danilo, Alex Sandro, Casemiro, Raphinha e Paquetá? É imprescindível realizar cortes significativos e focar em novas promessas que busquem resgatar a essência do futebol brasileiro.

A transformação deve começar nas seleções de base; o time sub-20 ficou fora de dois dos últimos três Mundiais da categoria e foi eliminado por Israel na única participação recente.

A NOVA GERAÇÃO

É aqui que entra Pedro.

Ele deve formar uma dupla ofensiva ao lado de Vinícius Jr., trazendo segurança aos novos talentos que vão integrar essa renovação. Também será preciso buscar três novos goleiros com calma; convocar jogadores talentosos e dar-lhes confiança é essencial para construir uma base sólida.

No mês de setembro haverá uma Data-Fifa ampliada com 15 dias para treinos. Cada seleção terá a oportunidade de realizar quatro amistosos; no entanto, o Brasil perdeu tempo e só agendou dois jogos contra a Austrália. Este é o momento ideal para implementar uma equipe bastante renovada com algumas figuras experientes como Bruno Guimarães e Vinícius Jr., aqueles que conseguiram se destacar após o fiasco da última Copa junto com Pedro. Com essa nova abordagem, poderemos sonhar com um desempenho satisfatório no Mundial de 2030.