quinta-feira, agosto 20

Motoboy revela que Zema distribuiu R$ 200 a simpatizantes durante evento crítico à CLT

Nesta quinta-feira (20), um episódio conturbado ocorreu em São Paulo, quando um motoboy fez uma acusação de que participantes de uma agenda eleitoral do candidato à Presidência Romeu Zema (Novo) estariam recebendo R$ 200. O incidente aconteceu durante um encontro entre Zema e cerca de 20 entregadores na região da Consolação.

Enquanto gravava o evento, o motoboy se referiu aos presentes como “falsos entregadores”, alegando que eles foram pagos para “aparecer” no encontro com o candidato.

A declaração gerou descontentamento entre os participantes do encontro. Quatro deles se aproximaram do motoboy, e um chegou a empurrá-lo. Seguranças do candidato intervieram para remover o motoboy do local. Apesar da situação tensa, Zema não fez comentários sobre o ocorrido e prosseguiu com a conversa.

A equipe de campanha de Zema rejeitou as alegações, afirmando em uma nota que “a acusação é falsa” e que o motoboy estava alterado, tentando perturbar a interação. De acordo com a assessoria, os entregadores reagiram porque se sentiram ofendidos.

Após a confusão, o candidato ouviu queixas sobre os baixos pagamentos oferecidos pelas plataformas de entrega. Os trabalhadores solicitaram que a remuneração por entrega, atualmente em torno de R$ 7, fosse elevada para R$ 10, além de melhorias nas condições de segurança.

Zema prometeu lutar por uma tarifa mínima por corrida, embora não tenha especificado um valor. Ele também mencionou a necessidade de seguro saúde e vida, além de alguma forma de proteção para trabalhadores afastados devido a acidentes.

Simultaneamente, Zema criticou a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), considerando-a desatualizada, e propôs formas alternativas de contratação por hora. Em vez de sugerir regulamentações mais severas para as plataformas, ele defendeu que empresas e entregadores deveriam negociar diretamente as condições laborais.

A atitude do candidato reflete uma visão já associada ao Novo: a redução das regras trabalhistas impostas pelo Estado e a promoção de acordos diretos entre empresas e profissionais, mesmo em um setor onde há uma relação desigual entre grandes plataformas e trabalhadores dependentes delas para sua subsistência.