quinta-feira, agosto 20

Lulinha processa Flávio Bolsonaro na Justiça

Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, decidiu entrar com uma ação judicial para solicitar a remoção de um vídeo postado por Flávio Bolsonaro (PL) em julho.

No material audiovisual gerado por inteligência artificial, o pré-candidato do PL à Presidência simula uma perseguição a Fábio Luís, insinuando que ele estaria ligado a um esquema de descontos irregulares no INSS.

A defesa de Fábio Luís argumenta que o vídeo de Flávio Bolsonaro propaga “informação falsa, claramente criminosa e com intenção difamatória”.

Advogado de Lulinha desafia Flávio Bolsonaro: “apresente notas relacionadas ao Master”

O advogado de Fábio Luís Lula da Silva, frequentemente chamado de Lulinha, respondeu às acusações feitas pelo senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O advogado Guilherme Sugimori Santos destacou que o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva já forneceu todos os esclarecimentos exigidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

A resposta da defesa veio após Flávio Bolsonaro publicar um vídeo em suas redes sociais demandando investigações sobre uma suposta mesada de R$ 300 mil que Lulinha teria recebido de um operador sob investigação por fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Em resposta, Sugimori postou uma gravação em seu perfil afirmando que o parlamentar “não precisa procurar o Fábio”.

Cortina de fumaça e notas fiscais

A disputa começou um dia após o portal Metrópoles informar que o escritório de advocacia de Flávio Bolsonaro emitiu três notas fiscais totalizando R$ 1,5 milhão por serviços supostamente prestados a empresas ligadas ao banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master. Para a defesa de Lulinha, essa manobra busca criar uma cortina de fumaça para desviar a atenção das reportagens que envolvem o próprio escritório do senador.

No vídeo, o advogado exigiu que Flávio apresente documentos referentes aos recursos associados ao Banco Master, divulgue seus registros fiscais e bancários e explique o cancelamento de duas das notas emitidas. A defesa também aproveitou para mencionar o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), solicitando que ele autorize a quebra do sigilo bancário do fundo Heaven Gate localizado nos Estados Unidos.

Acusações infundadas e histórico eleitoral

A defesa afirma que as alegações sobre repasses do INSS para Lulinha foram já descartadas pelas autoridades competentes. Essas acusações surgiram a partir do relato isolado de um indivíduo que afirmou ter escutado comentários sobre os pagamentos, sem apresentar qualquer prova concreta. A Polícia Federal (PF) também recomendou prudência em relação ao depoimento e não encontrou irregularidades após investigar saques, depósitos e declarações do Imposto de Renda.

“O Fábio não enfrenta nenhuma acusação formal, pois sequer foi indiciado no inquérito policial”, ressaltou Sugimori. O advogado descreveu toda a situação como uma utilização política habitual. “Já inventaram diversas histórias sobre ele, como uma Ferrari feita de ouro, ser proprietário da JBS ou até adquirir uma ilha. Isso sempre ocorre em épocas eleitorais e é sempre falso”, completou, enfatizando que todos os registros bancários e fiscais de Lulinha foram entregues voluntariamente ao STF.

Veja abaixo:

https://x.com/Metropoles/status/2080756076832510393