sexta-feira, abril 4

Basta de omissão! Educafro detona CBF e Conmebol em ação milionária por racismo no futebol

ONG reprime e não se cala perante ao racismo nos bastidores do futebol sul-americano! A organização Educação e Cidadania de Afrodescendentes (Educafro) abriu fogo nesta sexta-feira (21) contra duas das maiores entidades esportivas do continente: a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e a Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol). Em uma ação civil pública explosiva, a ONG acusa confederações de conivência e omissão diante da epidemia de racismo que assola os gramados.

“Não podemos tolerar que o racismo continue a manchar o futebol brasileiro e sul-americano!” — dispara Dr. Sandro Luís Silva Santos, advogado da EDUCAFRO. A entidade não economizou palavras e exige uma indenização histórica de R$ 750 milhões, o equivalente a 20% do faturamento bruto anual das confederações. O valor, segundo a ação, deve ser destinado ao fundo de reconstituição de bens lesados, como forma de reparação coletiva à comunidade afro-brasileira.

E os argumentos da Educafro não param por aí. A ação menciona o recente caso revoltante envolvendo o jovem jogador Luighi Hanri Sousa Santos, do time sub-20 do Palmeiras. Durante um jogo da Libertadores Sub-20, transmitido ao vivo, Luighi foi vítima de insultos racistas grotescos — um torcedor do Cerro Porteño foi flagrado imitando um macaco nas arquibancadas do Estádio Gunther Vogel, em Assunção. A punição? Uma multa irrisória de US$ 50 mil e jogos com portões fechados. Um tapa na cara da luta antirracista.

Para o diretor executivo da Educafro, Frei David Santos OFM, a CBF lava as mãos diante do problema. “A CBF tem sido omissa na qualificação do combate antirracista. Entendemos que todas as entidades nacionais são corresponsáveis dos acertos ou dos erros da CONMEBOL. O racismo tem sido sistemático e recorrente.”

E como se não bastasse, a CONMEBOL ainda conseguiu chocar o público com uma fala infeliz de seu presidente, Alejandro Domínguez. Durante o sorteio das competições sul-americanas, ele disparou: “Uma Libertadores sem brasileiros é como Tarzan sem Chita. Impossível.” A frase racista foi duramente criticada por reforçar estereótipos e zombar da luta antirracista, mas fortalecida por risos coniventes no momento da entrevista.

A Educafro não está apenas movendo uma ação judicial — está acendendo os refletores sobre a cultura de impunidade e silêncio que paira sobre o racismo no futebol. Com essa ofensiva jurídica bilionária, a ONG quer romper o ciclo de omissão e cobrar, com força, o que até agora tem sido ignorado: respeito, justiça e responsabilização social.