quinta-feira, junho 4

Estados Unidos recebem a pior classificação de liberdade da história sob governo Trump

O grau de liberdade nos Estados Unidos atingiu o menor nível já registrado, de acordo com a ONG Freedom House. A organização sediada em Washington também destacou que a liberdade diminuiu globalmente pelo vigésimo ano consecutivo, atingindo o que foi descrito como um “marco sombrio”.

Apesar de os Estados Unidos ainda serem classificados como um país “livre”, sua pontuação caiu para 81 em 100, o que representa a menor pontuação desde o início da medição em 1972. Isso coloca o país no mesmo patamar que a África do Sul e abaixo de várias nações europeias, Coreia do Sul e Panamá.

A Freedom House atribui o retrocesso nos Estados Unidos à “disfunção legislativa e ao predomínio do poder executivo, ao aumento da pressão sobre a liberdade de expressão e aos esforços do novo governo para minar as salvaguardas anticorrupção”.

Desde que retornou ao poder há mais de um ano, o presidente Trump tem ordenado o fechamento de agências governamentais e mobilizado agentes migratórios armados e mascarados em todo o país.

Os Estados Unidos caíram três pontos, um declínio comparável apenas ao da Bulgária, outro país classificado como “livre”, que teve eleições marcadas por denúncias de fraude em 2024.

Apenas 21% da população mundial vive em países considerados “livres”, com muitos retrocessos na África causados por golpes militares, violência contra manifestantes e enfraquecimento das garantias constitucionais, de acordo com a Freedom House.

Nas últimas duas décadas, mais países “caíram” do que se democratizaram ou alcançaram a classificação de “livres”, destacou Cathryn Grothe, analista da Freedom House e coautora do relatório.

Em um aspecto positivo, três países avançaram de “parcialmente livres” para “livres”: Bolívia e Malaui, por realizarem eleições competitivas, e Fiji, por fortalecer o Estado de Direito.

No ranking, a Finlândia obteve pontuação perfeita de 100, enquanto o Sudão do Sul recebeu a nota 0.