quarta-feira, junho 3

Varejo brasileiro atinge recorde histórico em vendas

No mês de fevereiro de 2026, o comércio varejista brasileiro registrou um crescimento de 0,6% em suas vendas em relação a janeiro, considerando a série com ajustes sazonais. Esse resultado marca um novo recorde histórico para o setor, que começou a ser monitorado em 2000. Os dados foram divulgados na última quarta-feira (15/4) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) através da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC).

O índice de média móvel trimestral do varejo alcançou 0,2% no trimestre que se encerrou em fevereiro. O setor já apresentava resultados positivos no final do ano anterior. “Entre dezembro e janeiro, observamos um crescimento de 0,4%, após um período de queda. Contudo, o único resultado negativo nos últimos seis meses foi registrado em dezembro”, comentou Cristiano Santos, gerente da PMC.

Em fevereiro, quatro das oito categorias analisadas mostraram aumento nas vendas: Livros, jornais, revistas e papelaria (2,4%), Combustíveis e lubrificantes (1,7%), Hipermercados, supermercados e produtos alimentícios (1,1%) e Artigos farmacêuticos e de perfumaria (0,3%). As categorias que enfrentaram declínio foram: Equipamentos e material para escritório (-2,7%), Outros artigos pessoais e domésticos (-0,6%), Tecidos, vestuário e calçados (-0,3%) e Móveis e eletrodomésticos (-0,1%).

Santos ressaltou que a alta nas vendas deste ano foi impulsionada pela “recuperação das atividades que oferecem produtos essenciais ao comércio, principalmente nos setores de hipermercados e supermercados”, que têm grande influência sobre o indicador geral.

No que diz respeito ao comércio varejista ampliado, houve um aumento geral de 1,0% na comparação mês a mês, com destaque para duas categorias: Veículos e motos, partes e peças (1,6%) e Material de construção (0,5%). Assim como no varejo tradicional, o comércio ampliado também atingiu o maior nível registrado na história da série.

Cinco das oito atividades do varejo apresentam resultados negativos comparados a fevereiro de 2025

<pQuando se observa o desempenho do comércio varejista entre fevereiro de 2026 e o mesmo mês do ano anterior, há um incremento de 0,2%. Entretanto, cinco das oito categorias analisadas apresentaram queda nas vendas: Outros artigos pessoais (-5,3%), Tecidos vestuário e calçados (-5%), Livros jornais revistas e papelaria (-4,1%), Móveis e eletrodomésticos (-1,2%) e Combustíveis e lubrificantes (-0,2%). Em contrapartida, três atividades contribuíram positivamente para o resultado geral: Artigos farmacêuticos (2,1%), Hipermercados e supermercados (1,5%) e Equipamentos para escritório (-0,2%). Dessa forma, as altas nessas áreas compensaram as perdas registradas por outras cinco.

Ao considerar o comércio varejista ampliado nessa mesma comparação anualizada houve uma variação negativa de -2,2%. As três atividades adicionais que registraram quedas foram Veículos e motos (-7,8%), Material de construção (-8,5%) e Atacado especializado em produtos alimentícios (-1%).

Vendas do comércio varejista crescem por 21 bimestres consecutivos

No primeiro bimestre de 2026 em relação ao mesmo período do ano anterior foi observado um crescimento positivo de 1,5% no comércio varejista. Este resultado marca o 21º bimestre consecutivo com desempenho positivo. O último bimestre com variação negativa foi o quarto de 2022 com -2%.

Diferentemente do comércio varejista convencional que apresentou alta significativa no início deste ano,o varejo ampliado teve uma queda de 0.5% comparado ao mesmo bimestre do ano anterior.

Setores do varejo mostram resultados positivos em 17 Unidades da Federação

Analisando os dados referentes a janeiro deste ano , constatou-se que em 17 das 27 Unidades da Federação houve aumentos nas vendas do comércio varejista. As maiores altas foram registradas no Paraná (2.9%), Bahia (2.7%) e Minas Gerais (2.5%). Em contraste , nove estados relataram resultados negativos , sendo as principais quedas notadas em Mato Grosso(-3.6%), Maranhão(-3.2%)e Amazonas(-3.2%). O estado do Rio de Janeiro manteve-se estável com variação nula(0.0%).

No segmento ampliado do varejo também foram observados resultados positivos nas vendas entre janeiro e fevereiro , com destaque para Mato Grosso do Sul(6.2%), Bahia(5.4%)e Paraná(3.7%). Por outro lado , dez estados enfrentaram quedas significativas , entre eles Pará(-2.1%), Amazonas(-1.9%)e Tocantins(-1.5%).