terça-feira, julho 21

Mercado de trabalho formal projeta 2,8 milhões de novas oportunidades em 2025, totalizando 59,9 milhões de postos.

Em 2025, o Brasil registrou um aumento de 5% no total de empregos formais, abrangendo os setores público e privado, com a adição de 2.838.789 novos vínculos em comparação a dezembro de 2024. Assim, o número total de vínculos ativos atingiu 59.970.945. O total de estabelecimentos também cresceu, passando de 4,7 milhões para 4,8 milhões, um avanço de 2,1%. No setor privado, foram contabilizados 40.071.636 vínculos (66,8%), enquanto no setor público o número chegou a 14.125.683 (23,6%). Organizações sem fins lucrativos representaram 3.959.493 vínculos (6,6%) e contratos com pessoas físicas e outras entidades somaram 374.420 (0,6%). Esses dados foram apresentados na coletiva do ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, realizada em Brasília na última quarta-feira (13).

“Recentemente alcançamos o menor índice de desemprego da história. Apesar das altas taxas de juros, estamos vivendo um momento favorável e no caminho certo”, afirmou o ministro Luiz Marinho.

O ministro ressaltou o crescimento observado entre os trabalhadores celetistas, que exibiu uma adição de 5 milhões de vínculos durante o período analisado, assim como na administração pública. “Desde 2023, foram criadas mais 7,8 milhões de oportunidades formais no mercado laboral, com um notável avanço no setor público em níveis federal, estadual e municipal devido à realização de novos concursos”, enfatizou.

Os vínculos não típicos entre os trabalhadores celetistas representaram 10,68% do total registrado, apresentando estabilidade em relação ao ano anterior (10,75%). A análise detalhada indica que a maior parte desses vínculos não típicos está entre aqueles com carga horária de até 30 horas semanais (totalizando 2.908.729) e os vinculados a uma pessoa física (1.422.938).

Todas as grandes categorias econômicas mostraram variação positiva em termos absolutos; destacando-se o setor de Serviços com um incremento de 7,2%, resultando em mais 2.411.696 vínculos criados. Os setores do Comércio e Indústria apresentaram crescimento semelhante de 1,7%, com acréscimos de 172.827 e 153.103 vínculos respectivamente; a Construção Civil teve um aumento de 2,5% (71.816 vínculos), enquanto a Agropecuária cresceu em 1,6% (29.322 vínculos).

No âmbito dos serviços, a Administração Pública demonstrou um considerável aumento de emprego na ordem de 15,2%, correspondendo a mais 1.483.555 vínculos gerados — sendo que a maioria desse crescimento ocorreu nos municípios (18,2% ou 1.182.629) e nos governos estaduais (10,3% ou 408.018). A Educação também teve um papel importante com crescimento de 6,2% (212.611 vínculos), enquanto o setor da saúde humana apresentou um aumento modesto de 4,2% (142.598 vínculos).

O setor Serviços contabilizou o maior número total de empregos do ano com uma soma de 35.694.977 vínculos; seguido pelo Comércio com 10.486.872 vínculos; pela Indústria com seus 9.016.940 vínculos; Construção Civil somando mais 2.956.623; e por último a Agropecuária com um total de 1.812.263 vínculos.

Crescimento regional

A expansão relativa foi mais acentuada nas regiões Nordeste e Norte do país — ambas com crescimento de 10,1%, resultando em acréscimos de respectivamente 1.076.603 e 354.753 novos vínculos criados — além do Centro-Oeste que registrou um aumento significativo de 5,7% (322.513 novos empregos). O Sudeste apresentou uma elevação moderada de apenas 2,9% (807.240) assim como o Sul que também cresceu na mesma proporção (285.514). A distribuição dos empregos formais continua concentrada na região Sudeste com participação de 47,4%, seguida pela Nordeste com19,5% e pela Sul que detém16,8%.

Dentre as Unidades da Federação que se destacaram pelo maior crescimento proporcional do estoque de empregos em relação ao ano anterior estão Amapá (+20,5%, ou seja, +31.396 vínculos), Piauí (+13,2%, correspondente a +74.244), Alagoas (+13%, ou +81.633) e Paraíba (+12,9%, equivalente a +103278).

Em termos absolutos entre os estados brasileiros que tiveram as maiores expansões estão São Paulo (+2,3%, ou +357493 vínculos), Bahia (+9 ,7 %, ou +266035), Minas Gerais (+3 ,7 %, correspondente à +224876) e Ceará (+10 ,6 %, ou seja , +195462).

Os dados da RAIS referentes ao ano de 2025 podem ser acessados através do link https://www.gov.br/trabalho-e-emprego/pt-br/assuntos/estatisticas-trabalho/rais/rais-2025/rais-2024.