Após o tufão Maysak resultar em seis fatalidades e onze pessoas desaparecidas na província de Guangxi, as autoridades chinesas intensificaram a vigilância em relação ao Supertufão Bavi.
No mês de julho de 2026, a China enfrenta a passagem de dois ciclones consecutivos. O tufão Maysak, que é o décimo da temporada, atingiu a cidade de Lingshui, localizada na província de Hainan, em 3 de julho, avançando para áreas internas e causando chuvas intensas e deslizamentos na região autônoma de Guangxi.
Na quinta-feira (9), o Supertufão Bavi, que é considerado de máxima intensidade na escala meteorológica chinesa, estava se aproximando da costa leste do país.
Consequências do tufão Maysak em Guangxi
O Maysak surgiu a partir de uma área de baixa pressão tropical no Mar da China Meridional antes de alcançar a terra firme em Hainan.
Estima-se que cerca de 375 mil pessoas foram diretamente afetadas pelas chuvas geradas por esse sistema na região autônoma de Guangxi. Desde o início dos eventos adversos em 3 de julho, as autoridades locais evacuaram 130 mil moradores como medida de emergência.
Atualmente, o saldo mais recente aponta para seis mortos e onze desaparecidos. Um dos incidentes mais graves ocorreu no município de Hengzhou, onde o transbordamento e a ruptura parcial do reservatório de Liulan levaram à emissão de alertas máximos para inundações em Nanning, a capital da região autônoma.
Medidas emergenciais e alocação de recursos
Equipes conjuntas do Escritório do Comando Nacional para Controle de Enchentes e Alívio da Seca foram enviadas a Hengzhou com o objetivo de auxiliar nas operações de resgate e minimizar os danos causados na barragem de Liulan. O governo central alocou 160 milhões de yuans para ações emergenciais nas áreas afetadas por desastres, incluindo regiões impactadas por um vórtice frio no nordeste e pela monção do sudoeste.
Recursos adicionais para auxílio foram enviados para Guangxi e equipes extras foram mobilizadas para fortalecer o controle das inundações nas bacias do rio Yangtzé e no sul da China. O Centro Meteorológico Nacional renovou seu alerta amarelo referente ao Maysak enquanto o sistema seguia sua trajetória rumo ao noroeste da China.
Supertufão Bavi ameaça a zona costeira
O nono tufão da temporada, Bavi, alcançou classificação como supertufão com ventos sustentados que podem chegar a 58 metros por segundo, correspondendo ao nível máximo na escala chinesa.
O fenômeno climático representa um risco significativo para áreas urbanas densamente habitadas como Ningbo na província de Zhejiang.
Previsões meteorológicas indicam chuvas intensas nas regiões leste, central e norte do país entre os dias 10 e 15 deste mês.
Em resposta à situação atual, a província de Zhejiang decidiu suspender projetos em áreas litorâneas e interromper rotas marítimas. Já em Fujian as autoridades aumentaram as medidas preventivas enquanto o centro do Bavi estava localizado a 1.430 quilômetros ao sudeste da cidade portuária Keelung.
No extremo nordeste do país, Jilin também antecipou ações protetivas para preservar infraestruturas críticas devido à aproximação do fenômeno.
As empresas ferroviárias locais formaram equipes específicas para responder rapidamente às emergências visando garantir segurança aos passageiros e mitigar os efeitos das fortes chuvas e ventos sobre as linhas férreas. A Administração Meteorológica da China está monitorando constantemente a trajetória do Bavi para ajustar os alertas regionais e coordenar esforços das agências responsáveis pelo socorro.
Planejamento quinquenal para modernização das emergências
Recentemente, foi apresentado pelo Conselho de Estado chinês um plano voltado à modernização do sistema nacional destinado às respostas emergenciais durante o período do 15º Plano Quinquenal que abrange os anos entre 2026 até 2030.
Este documento estabelece diretrizes focadas na segurança ocupacional além da prevenção e mitigação em situações provocadas por desastres naturais.
A proposta prioriza um modelo governamental voltado à antecipação dos riscos ao invés das respostas reativas habituais e propõe uma reformulação das áreas-chave identificadas como propensas a acidentes. Dentre os objetivos estão reduzir acidentes graves e catastróficos assim como minimizar perdas oriundas dos desastres naturais.
Segundo as diretrizes apresentadas até 2030 espera-se que o sistema chinês de gestão emergencial apresente progresso substancial com um fortalecimento nos mecanismos operacionais diante situações abrangentes além da melhoria na capacidade reativa frente grandes crises e reforço das estruturas locais destinadas às respostas.
O plano estipula metas até 2035 que visam estabelecer um sistema compatível com padrões esperados em uma nação que tenha atingido uma modernização socialista básica, integrando desenvolvimento sustentável com segurança efetiva.
O documento delineia cinco áreas centrais para ação que incluem aprofundar reformas no setor encarregado das emergências visando criar um sistema integrado seguro; priorizar medidas preventivas desde sua origem buscando consolidar essa transição; otimizar alocação das forças responsáveis pelas respostas emergenciais melhorando assim o atendimento durante desastres maiores; reforçar estruturas destinadas ao suporte em grandes escalas; além disso fortalecer as bases comunitárias para ampliar a capacidade social na prevenção e mitigação dos riscos.
