O planeta pode enfrentar um novo período de eventos climáticos extremos nos próximos meses. A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) informou que o atual episódio de El Niño tem 75% de probabilidade de alcançar uma intensidade histórica, com potencial para superar os registros mais fortes observados desde 1950.
A previsão considera o comportamento das águas do Pacífico e aponta que o fenômeno deve continuar ganhando força até o fim do ano. A expectativa da agência é que o pico ocorra entre outubro e dezembro de 2026.
Caso a projeção se confirme, o evento poderá estar entre os mais intensos já registrados e influenciar o comportamento das temperaturas globais em 2027.
A nova estimativa da NOAA representa uma revisão para cima. Há um mês, a agência calculava em 69% a chance de o El Niño atingir níveis históricos.
O fenômeno ocorre quando há um aquecimento acima do normal das águas do oceano Pacífico equatorial. Essa alteração interfere na circulação atmosférica e pode modificar o regime de chuvas e temperaturas em diferentes partes do mundo.
Os efeitos costumam aparecer em forma de ondas de calor, períodos prolongados de seca, chuvas intensas e enchentes. A intensidade varia de acordo com cada episódio e com as condições climáticas globais no momento em que ocorre.
O Brasil já registrou impactos associados a episódios recentes de El Niño. Em 2023, o fenômeno contribuiu para o aumento das temperaturas em diversas regiões do país e ocorreu em um período marcado por grandes queimadas no Cerrado.
A NOAA afirma que seguirá acompanhando a evolução do fenômeno nos próximos meses para atualizar as projeções. O alerta ocorre em um cenário de temperaturas globais elevadas, no qual eventos climáticos extremos têm registrado maior frequência e intensidade.
