Os radares ficaram mais modernos, mas a imprudência flagrada por eles é antiga. Câmeras equipadas com inteligência artificial já contribuíram para mais de 16 mil autuações nas rodovias paulistas. A falta do cinto de segurança, item obrigatório e capaz de salvar vidas, lidera os registros.
Instalados em trechos como as rodovias SP-340 e SP-342, os equipamentos utilizam imagens de alta definição e inteligência artificial para analisar o interior dos veículos em movimento. Assim, conseguem identificar comportamentos que dificilmente seriam percebidos pelos radares convencionais.
Além da ausência do cinto entre motoristas e passageiros, a tecnologia pode identificar o uso do celular ao volante e o transporte inadequado de crianças. As imagens registradas pelos equipamentos servem de apoio ao processo de fiscalização e autuação.
Ficar sem cinto pode render multa de R$ 195,23
O Código de Trânsito Brasileiro (CTB) classifica a falta do cinto de segurança como infração grave. A penalidade é de cinco pontos na CNH e multa de R$ 195,23.
A obrigação não se limita apenas a quem está ao volante. Todos os ocupantes do veículo devem utilizar o cinto, inclusive quem viaja no banco traseiro. Se um passageiro estiver sem o equipamento, o condutor pode ser autuado.
O volume de flagrantes mostra que o uso do cinto ainda está longe de ser uma regra seguida por todos nas estradas. E o risco não desaparece em trajetos curtos nem para quem está sentado no banco traseiro.
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Cinto de segurança pode reduzir risco de morte em até 75%
Segundo a Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet), o uso do cinto pode reduzir em até 45% o risco de morte entre ocupantes dos bancos dianteiros. No banco traseiro, essa redução pode chegar a 75%.
Sem a proteção, uma pessoa pode ser projetada para fora do automóvel ou atingir outros ocupantes durante uma colisão. Por isso, deixar de usar o equipamento coloca em risco não apenas quem está sem o cinto, mas também as demais pessoas dentro do veículo.
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Fiscalização com IA deve avançar para outras rodovias
A fiscalização com inteligência artificial deverá alcançar novos trechos das rodovias paulistas, incluindo o Rodoanel Mário Covas e a Rodovia Raposo Tavares.
Com câmeras capazes de registrar o que acontece dentro dos veículos, a tecnologia amplia o alcance da fiscalização sobre comportamentos que antes dependiam, em grande parte, da observação direta dos agentes de trânsito.
Os equipamentos podem ficar cada vez mais sofisticados, mas a principal medida de segurança continua simples e depende de poucos segundos: colocar o cinto antes de o carro começar a andar.
