quinta-feira, junho 25

Marina Silva e Simone Tebet oficializam candidaturas ao Senado em São Paulo na equipe de Haddad e Márcio França

Nesta quinta-feira (25), as ex-ministras Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB) tiveram suas candidaturas ao Senado Federal por São Paulo confirmadas para as eleições de outubro. O anúncio ocorreu em um evento realizado na capital paulista, onde também estavam presentes o pré-candidato ao governo do estado, Fernando Haddad (PT), que liderará a chapa ao lado do ex-governador Márcio França (PSB) como vice. Esta aliança representa uma união de forças entre PT, PSB, PSOL, Rede, PC do B e PV para a competição no maior colégio eleitoral do Brasil.

Candidaturas formalizadas

Durante o evento em São Paulo, as lideranças do PT e do PSB anunciaram oficialmente a formação da chapa majoritária para as eleições no estado. Fernando Haddad (PT) foi definido como o pré-candidato ao governo, enquanto Márcio França (PSB) ocupará a posição de vice. Assim, Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB) foram apresentadas como candidatas ao Senado Federal. A nova aliança envolve seis partidos, incluindo PSOL, Rede, PC do B e PV.

Marina Silva, que nasceu no Acre, atua como deputada federal por São Paulo desde 2022. Por sua vez, Simone Tebet é natural de Mato Grosso do Sul. A origem das duas candidatas fora de São Paulo tem sido utilizada por adversários como estratégia política; no entanto, a chapa confia na experiência nacional das ex-ministras como um trunfo na disputa que se aproxima.

Reações às críticas

Marina Silva fez questão de responder de forma contundente à narrativa de “forasteiras” que tem sido usada contra ela e Simone Tebet por membros do PL de Tarcísio de Freitas durante o evento.

“Essa é uma visão misógina. Quando um homem vem de outro estado para se candidatar, é recebido com honras. Já quando são duas mulheres, são chamadas de forasteiras”, declarou Marina em uma crítica implícita ao governador Tarcísio, nascido no Rio de Janeiro.

“São Paulo salvou minha vida três vezes: enfrentei cinco crises de malária e três hepatites. Estava sem esperanças segundo os médicos até que um bispo pagou minha passagem apenas de ida para cá, onde fui tratada no Hospital das Clínicas. Agradeço muito a este estado, que simboliza acolhimento para todos aqueles do Brasil e do mundo em busca de oportunidades.”

Quando questionada sobre a possibilidade de retornar ao cargo de Ministra do Meio Ambiente em um possível quarto mandato do presidente Lula, Marina preferiu não comentar diretamente. “A composição da equipe ministerial será responsabilidade exclusiva do presidente Lula caso ele vença novamente. Não quero me antecipar em relação ao futuro”, afirmou ela. Além disso, Marina mencionou que ainda está discutindo com os partidos da coligação quem será seu suplente na chapa.