sexta-feira, outubro 30

Trump declara: “Lula me pediu imparcialidade e eu respeitei” em relação à corrida presidencial no Brasil.

Na quinta-feira, 29 de setembro, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que não se posicionou a favor de nenhum candidato nas eleições brasileiras a pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“Estive acompanhando a eleição. Decidi não me envolver. Permiti que os acontecimentos seguissem seu curso. O atual presidente me solicitou que não tomasse um lado. E realmente não tomei. Contudo, ao observar o que ocorreu no Brasil… é só olhar para o mercado. Ele despencou. Em resumo, considero isso uma situação bastante vergonhosa para o Brasil”, comentou Trump durante uma conversa com jornalistas, conforme reportado pela correspondente Raquel Krähenbühl.

“Trump confirmou nossas informações: ‘Não tomei partido. Deixei as coisas seguirem seu curso. O presidente — o atual presidente (Lula) — me pediu para não tomar partido. E eu não tomei’”, afirmou a jornalista em sua conta na rede X.

https://x.com/Rkrahenbuhl/status/2115822704230105382

Ainda assim, Trump criticou novamente as eleições, descrevendo-as como “vergonhosas” e um “grande constrangimento para o povo brasileiro”, sem apresentar qualquer evidência para respaldar suas alegações. Quando questionado diretamente sobre se reconhecia a vitória de Lula, ele se esquivou da resposta.

Indagado sobre quem, em sua opinião, havia saído vencedor das eleições no Brasil, Trump limitou-se a dizer: “Não quero comentar isso agora”. Sua recusa em reconhecer a vitória de Lula, confirmada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), se junta às críticas ao processo eleitoral feitas sem apresentação de provas concretas. Além disso, Trump mencionou que pretende conversar com Lula, sem especificar quando ou como isso ocorrerá.

Comentários sobre as eleições brasileiras

<pNo dia anterior, 28 de setembro, Trump havia descrito as eleições no Brasil como “muito estranhas”, também sem fornecer qualquer tipo de prova. Diferentemente do que costuma fazer em relação a outros pleitos na América Latina, ele decidiu não apoiar publicamente nenhum candidato durante essa eleição brasileira.

No mesmo dia, Trump revelou ter autorizado a entrada de Flávio Bolsonaro nos Estados Unidos, mas tratou o assunto com cautela: “Nós concedemos a ele uma autorização para entrar no país. Porém, não vou me envolver nisso”.

Flávio deixou o Brasil atravessando a fronteira terrestre com a Argentina e fez uma escala no Equador antes de chegar aos EUA em um avião particular. Trump também optou por não comentar sobre a carta onde Flávio se autodenominava “líder do Brasil”. O PL, partido do senador, reconheceu os resultados das eleições mas solicitou esclarecimentos à Justiça.

Nos dias 30 e 31 deste mês, o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, encontrará-se com o secretário de Estado americano Marco Rubio durante uma reunião de chanceleres do G20 em Atlanta. Este encontro ocorre em meio a declarações que intensificam a pressão sobre a diplomacia brasileira e desafiam o tom das relações entre os dois países.