Nicolás Maduro, presidente da Venezuela e que se encontra detido nos Estados Unidos desde 3 de janeiro de 2026, enviou uma mensagem à população após um forte terremoto que atingiu o país na quinta-feira (24).
Acusado de lavagem de dinheiro, o líder bolivariano expressou suas condolências e solicitou “máxima solidariedade” entre os cidadãos.
“A palavra de hoje é clara: máxima união, máxima solidariedade e máxima ação. Ninguém deve ficar desamparado; que cada comunidade cuide de seus idosos, crianças e doentes. Devemos apoiar os esforços das equipes de resgate, da Polícia Nacional Bolivariana (PNB), da Força Armada Nacional Bolivariana (FANB), dos profissionais de saúde, bombeiros e voluntários”, destacou ele.
Em um momento tão desafiador, o presidente pediu por união nacional, serenidade e amor prático: “Devemos ajudar, proteger, compartilhar, erguer e reconstruir. A Venezuela já superou grandes desafios antes e sairemos dessa também mais fortalecidos, com fé, disciplina e solidariedade. Nossos sentimentos e orações estão com vocês. Que Deus abençoe e proteja a Venezuela!”, concluiu Maduro.
A gestão atual do governo venezuelano, sob a liderança de Delcy Rodríguez, anunciou a criação de um fundo emergencial de 200 milhões de dólares destinado à reconstrução do país em resposta à tragédia. Além disso, foi declarado estado de emergência em todo o território.
Conforme os últimos dados disponíveis, 164 pessoas perderam a vida e 971 ficaram feridas. O país está mobilizando equipes para ajudar na remoção de vítimas que ainda estão sob os escombros.
O Serviço Geológico dos Estados Unidos informou que um tremor inicial com magnitude 7,2 foi registrado às 18h04. Pouco depois, outro terremoto com intensidade 7,5 ocorreu. Ambos os eventos sísmicos tiveram uma profundidade superficial de apenas 13 quilômetros, o que agravou a situação. As regiões mais afetadas foram La Guaira, Caracas e Carabobo.
