A Rússia avançou em seu programa espacial com o lançamento bem-sucedido do foguete leve Angara-1.2, realizado no cosmódromo de Plesetsk, localizado no norte do país.
A operação foi coordenada pela Força Aeroespacial Russa em colaboração com o Ministério da Defesa, e teve como objetivo colocar em órbita uma série de satélites militares voltados para monitoramento espacial.
O evento ocorreu na base de Plesetsk, que se situa na região de Arkhangelsk e possui uma longa história de utilização para missões militares desde o período soviético. Este lançamento faz parte de uma série de ações do programa Angara, que envolve uma nova geração de foguetes modulares projetados para diminuir a dependência russa de tecnologias estrangeiras após a era soviética.
Em 2024, o Angara-A5, uma versão mais robusta que opera com hidrogênio, realizou seu primeiro teste operacional bem-sucedido a partir do cosmódromo Vostochny.
Futuras testes estão planejados para ocorrer em 2030.
O Angara-1.2, responsável pelo último lançamento, foi desenvolvido para substituir gradativamente os lançadores mais antigos, como o Proton.
Este veículo é um foguete de dois estágios, projetado para levar cargas úteis leves à órbita terrestre baixa; conforme informações técnicas da instituição militar, ele pode transportar entre 3,5 e 3,8 toneladas.
Os satélites que foram lançados não tiveram seus detalhes revelados publicamente.
A expectativa é que esses satélites auxiliem as operações do Exército russo em áreas como navegação por meio de redes protegidas, coleta de dados geográficos e sistemas seguros de reconhecimento e comunicação.
Lançamentos semelhantes já ocorreram nos últimos anos a partir da mesma base em Plesetsk, sempre com cargas classificadas sob a designação “Kosmos”, conforme informações da Agência Espacial Russa.
No total, este foi o oitavo lançamento do Angara-1.2 desde sua estreia em 2014, e todos os voos até o momento foram bem-sucedidos.
