sexta-feira, outubro 30

Bolsonaros na política: quem permanece ativo com Jair detido e Flávio fora do país

A partir de 2027, o bolsonarismo precisará reestruturar sua atuação no Congresso Nacional. Com Jair Bolsonaro cumprindo pena por sua condenação relacionada a um plano golpista e Flávio Bolsonaro (PL) vivendo nos Estados Unidos após perder a eleição presidencial para Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a família se verá obrigada a contar com outros membros para garantir sua representação política.

O novo arranjo familiar no Congresso inclui Michelle Bolsonaro e Carlos Bolsonaro no Senado, além de Jair Renan Bolsonaro e Renato Bolsonaro na Câmara dos Deputados.

A eleição de Michelle e Carlos é particularmente relevante, já que ambos terão mandatos que duram oito anos, permitindo-lhes participar ativamente das negociações políticas no Senado, enquanto Renan e Renato atuarão na Câmara dos Deputados.

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Michelle e Carlos garantem cadeiras no Senado

Michelle Bolsonaro (PL) foi eleita pelo Distrito Federal, obtendo 938.496 votos em sua estreia nas urnas. A ex-primeira-dama conquistou o primeiro lugar na votação. Bia Kicis (PL) também conseguiu uma vaga do DF.

Carlos Bolsonaro (PL), ao decidir deixar a política municipal do Rio de Janeiro, transferiu seu domicílio eleitoral para Santa Catarina para concorrer ao Senado. O filho do ex-presidente assegurou uma cadeira com 2.041.840 votos, ficando atrás de Carol de Toni (PL), que também foi eleita.

No âmbito da Câmara dos Deputados, a família será representada por Jair Renan Bolsonaro (PL-SC), que obteve 131.555 votos. Ele deixará a Câmara Municipal de Balneário Camboriú para assumir seu novo cargo como deputado federal.

Renan concorreu sob o nome de urna “Jair Bolsonaro”, o que pode causar confusão nas listas eleitorais. Ele finalizou sua disputa como o quarto candidato mais votado para deputado federal em Santa Catarina.

Outro membro da família a conquistar uma cadeira será Renato Bolsonaro (PL-SP), irmão mais novo do ex-presidente, que recebeu 379.312 votos em São Paulo e garantiu seu lugar na Câmara.

No entanto, nem todos os integrantes da família tiveram sucesso nas eleições. Rogéria Bolsonaro (PL-RJ), ex-esposa de Jair e mãe de Flávio, Carlos e Eduardo, não conseguiu se eleger para a Câmara ao obter apenas 65.496 votos.

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A derrota de Flávio altera o cenário familiar

A reestruturação ocorre em meio a uma derrota significativa no projeto presidencial da família. Flávio perdeu para Lula no segundo turno por aproximadamente 4,4 milhões de votos, depois disso deixou o Brasil e se dirigiu aos Estados Unidos.

No país norte-americano, o senador divulgou uma carta onde se autodenominava “o verdadeiro presidente eleito”, apesar do resultado oficial das eleições. Essa mensagem foi posteriormente alterada para apresentá-lo como “líder do Brasil”.

Correndo junto às investigações sobre possíveis crimes financeiros, Flávio verá seu mandato no Senado encerrar-se em fevereiro de 2027, ficando sem qualquer cargo eletivo pela primeira vez em mais de 20 anos.

Eduardo Bolsonaro, já morando nos Estados Unidos, também ficará sem mandato em 2027.

Ainda que a candidatura presidencial de Flávio tenha sido derrotada, a presença política da família Bolsonaro permanecerá ativa no Congresso: Michelle e Carlos ocuparão cadeiras no Senado, enquanto Jair Renan e Renato estarão na Câmara dos Deputados.

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