Michael Jackson faleceu em 25 de junho de 2009, há quase 17 anos, mas seu legado continua a gerar controvérsias. Recentemente, novas declarações de Dan Reed, o diretor do documentário Leaving Neverland, reacenderam debates sobre o ícone pop.
Reed provocou alvoroço ao afirmar que Jackson “era pior que Jeffrey Epstein” durante uma entrevista para o The Hollywood Reporter.
O cineasta discutiu uma série de questões relacionadas ao artista, incluindo a remoção do documentário da plataforma HBO e levantou dúvidas sobre a recepção de produções recentes que retratam a vida do cantor. Ele observou que há um esforço para minimizar as graves alegações de abuso infantil que têm associado o nome de Michael Jackson por muitos anos.
A crítica também se estendeu à nova cinebiografia do artista, dirigida por Antoine Fuqua. Reed argumentou que essa nova produção ignora as acusações que marcaram a vida de Jackson.
“Como é possível contar uma narrativa verdadeira sobre Michael Jackson sem mencionar as sérias acusações de abuso infantil que ele enfrentou?”, questionou ele.
Na visão do diretor, projetos mais recentes parecem priorizar o lucro e o entretenimento em detrimento dos aspectos essenciais da vida do artista.
Comparação com Jeffrey Epstein
Um dos momentos mais impactantes da entrevista foi quando Reed fez a comparação entre Michael e Epstein, chocando muitos: “Esse cara era pior que Jeffrey Epstein”, declarou, referindo-se ao financista americano acusado de abusos sexuais contra menores.
O diretor fundamenta suas afirmações com base em anos de investigação minuciosa, envolvendo análise de documentos, depoimentos e registros judiciais.
“Comecei com ceticismo e terminei plenamente convencido de que Wade e James tinham relatos verídicos para compartilhar”, afirmou, referindo-se a Wade Robson e James Safechuck, os protagonistas do documentário. Ambos afirmam ter sido vítimas de abuso sexual infantil por parte de Michael.
Acordo judicial
De acordo com Reed, a remoção do documentário do catálogo da HBO ocorreu devido a um acordo judicial envolvendo o espólio de Michael Jackson. Os herdeiros do cantor alegaram que um contrato antigo assinado em 1992 continha uma cláusula de não difamação.
“Eles argumentaram que essa cláusula impedia a HBO de fazer comentários negativos sobre Michael”, revelou ele, considerando essa alegação como “ridícula”.
Após negociações, a plataforma optou por retirar o documentário. No entanto, Reed enfatizou que há possibilidade de redistribuição futura da obra.
