terça-feira, julho 21

O impacto da tarifa zero no fortalecimento das relações comerciais entre China e África

Em 1º de maio de 2026, a China implementará uma política de isenção tarifária para 53 países africanos com os quais possui relações diplomáticas, oferecendo esse benefício a todos os seus parceiros no continente.

Dados recentes revelam que o comércio entre a China e a África alcançou um marco histórico, superando US$ 300 bilhões pela primeira vez em 2025. A nação asiática tem se mantido como o principal parceiro comercial da África por 17 anos consecutivos. No primeiro trimestre deste ano, o comércio bilateral registrou um crescimento de 23,7%, com um aumento de 14,6% nas importações oriundas do continente africano, evidenciando a dinâmica das relações comerciais sino-africanas.

Segundo Chen Yusong, vice-diretor do Departamento de Assuntos da OMC no Ministério do Comércio da China, as tarifas anteriores para produtos como cacau da Costa do Marfim e Gana variavam entre 8% e 22%. Para café e abacate do Quênia, as taxas eram de até 30% e 20%, respectivamente. Já os cítricos e o vinho tinto da África do Sul tinham tarifas que variavam de 12% a entre 14% e 20%. Com a nova medida a partir de maio, esses itens passarão a ter tarifa zero, desde que cumpram os critérios de origem, inspeção e quarentena.

A isenção tarifária também promete estimular investimentos adicionais na África, especialmente provenientes da China. Essa injeção de capital deve incluir tecnologia avançada, equipamentos modernos e expertise em gestão, além de permitir que produtos africanos sejam processados localmente antes de serem exportados para o mercado chinês.

Outro efeito esperado da tarifa zero é a diversificação das exportações africanas, aumentando seu valor agregado e aprimorando a estrutura exportadora. Além disso, essa iniciativa pode fortalecer a colaboração sino-africana em setores como comércio de serviços, economia digital, indústrias sustentáveis e desenvolvimento ambientalmente consciente, contribuindo para acelerar a modernização do continente.

Tradução: Zhao Yan

Revisão: Denise Melo