Em 2025, a produção global de ouro deve somar aproximadamente 3.300 toneladas, conforme as previsões do mais recente estudo sobre o setor mineral elaborado pelo Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), intitulado Mineral Commodity Summaries 2026.
Este número evidencia a concentração significativa da produção em poucos países e o aumento da busca por ativos considerados mais seguros do que o dólar, especialmente em um cenário de instabilidade geopolítica mundial.
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A China se mantém como a líder na produção deste metal precioso, com uma expectativa de 380 toneladas para 2025, representando um crescimento anual de 1,09% em relação ao ano anterior.
Logo atrás estão Rússia, Austrália e Canadá, enquanto o Brasil ocupa uma posição intermediária entre os principais produtores globais desse recurso.
No início deste ano, as exportações brasileiras de ouro alcançaram um recorde histórico de US$ 820,3 milhões, marcando um impressionante aumento de até 102,9% comparado ao mesmo mês de 2025. Este valor é o maior desde que começaram a ser coletados dados em 1989.
Em 2026, foram enviadas ao exterior 6,8 toneladas de ouro não monetário, e as reservas internacionais do Brasil subiram de US$ 11,7 bilhões em janeiro de 2025 para US$ 23,9 bilhões até dezembro desse mesmo ano, conforme informações do Banco Central.
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Confira os países que mais produziram ouro no mundo em 2025:
| País | Produção estimada (em toneladas) |
|---|---|
| China | 380 |
| Rússia | 310 |
| Austrália | 280 |
| Canadá | 200 |
| Estados Unidos | 160 |
| Gana | 150 |
| México | 140 |
| Cazaquistão | 130 |
| Uzbequistão | 130 |
| Peru | 110 |
| África do Sul | 90 |
| Indonésia | 90 |
| Brasil | 80 td> tr > |
A África do Sul, que outrora respondia por mais de dois terços da produção global durante o século XX, tem visto sua importância diminuir devido ao esgotamento progressivo das minas profundas e ao aumento dos custos operacionais e desafios energéticos enfrentados pelo setor.
Neste contexto, nações como China, Rússia e Austrália têm intensificado seus investimentos na exploração mineral e na tecnologia de extração, além da integração das cadeias metalúrgicas.
A produção total mundial de ouro cresceu de 3.280 toneladas em 2024 para as estimadas 3.300 toneladas em 2025 segundo informações do USGS.
Cerca de um terço do uso do ouro está ligado a joias e reservas monetárias; no entanto, ele também é amplamente empregado em eletrônicos, equipamentos médicos e sistemas aeroespaciais devido à sua elevada condutividade elétrica e resistência à corrosão.
A distribuição do consumo do metal nas diversas aplicações em 2025 é a seguinte:
- Joalheria: 40%
- Barras físicas: 24%
- Bancos centrais e instituições: 21%
- Moedas e medalhas: 7%
- Setor elétrico e eletrônico: 7%
- Outros usos: 1%
No decorrer dos últimos anos, especialmente países como China, Índia, Turquia e Rússia têm aumentado suas reservas em ouro como estratégia para diversificar suas moedas e reduzir a dependência do dólar nas reservas internacionais.
A pressão aumentou após as sanções econômicas impostas contra Moscou após o início da guerra na Ucrânia, levando muitos governos a reavaliar a segurança dos ativos baseados em moedas estrangeiras.
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No entanto, o relatório indica que as reservas mantidas pelos bancos centrais diminuíram em 13% nos primeiros nove meses de 2025. Em contrapartida, os investimentos globais em fundos lastreados por ouro dispararam para impressionantes 619 toneladas – um aumento superior a vinte vezes quando comparado ao mesmo período do ano anterior.
A demanda por barras físicas cresceu notavelmente em torno de 18%, enquanto o consumo por joias sofreu uma queda de cerca de 20%. Moedas e medalhas apresentaram uma redução de 11%, assim como aplicações odontológicas que caíram cerca de 8%.
Diante dos altos preços do metal precioso no mercado histórico atual, os consumidores têm diminuído suas compras de itens considerados não essenciais, especialmente nos grandes mercados asiáticos.
Cobrindo um lado positivo nessa situação, o uso do ouro como reserva financeira aumentou significativamente. Investidores estão buscando esse ativo como forma de proteção contra incertezas econômicas globais relacionadas à inflação persistente e riscos no comércio internacional.
Tanto a China quanto a Rússia têm se posicionado como potências que buscam alternativas ao sistema dominado pelo dólar. Juntas representam cerca de 21% da produção global prevista para o próximo ano referente ao ouro.
