quinta-feira, agosto 20

Realejo Livros apresenta o parklet Banco Vermelho em apoio à causa do Feminicídio Zero

Em Santos, litoral paulista, a calçada da Realejo Livros será transformada em um espaço voltado para a memória, a resistência e a conscientização sobre a violência de gênero. A inauguração do parklet Banco Vermelho pelo Feminicídio Zero ocorrerá no sábado (22), às 15h, através de uma colaboração entre a livraria e o Coletivo Feminista Classista Antirracista Maria vai com as Outras.

O projeto utiliza o Banco Vermelho como um símbolo que homenageia as vítimas de feminicídio, além de ser um meio para conscientizar sobre a violência enfrentada pelas mulheres. A programação incluirá atividades como pintura, intervenções artísticas, música, debates e literatura.

Esta ação também integra as celebrações dos 25 anos da Realejo Livros e dos 20 anos da Editora Realejo. O endereço da livraria é Av. Mal. Deodoro, 2, no bairro do Gonzaga, em Santos.

Programação

A programação terá início às 15h com uma pintura ao vivo do Banco Vermelho, realizada pela artista Michele Rocha, que será transmitida ao vivo.

Às 16h30, o Grupo Vozes apresentará uma intervenção artística. Logo após, às 17h, o duo Choro de Bolso trará um repertório musical.

Às 18h, membros da organização da campanha discorrerão sobre essa iniciativa e a relevância do combate ao feminicídio.

O evento se encerrará às 18h30 com a participação da escritora e filósofa Marcia Tiburi. Ela abordará o Banco Vermelho como símbolo de memória e resistência e fará o lançamento do livro “Ninfa Morta”. Após sua fala, haverá uma sessão de autógrafos.

O novo espaço na calçada da Realejo Livros visa promover uma reflexão acerca da violência contra as mulheres, utilizando literatura, arte e ocupação do espaço público como metodologias de conscientização.

As madrinhas do projeto incluem Márcia Tiburi, assim como as escritoras e jornalistas Adriana Carranca e Eliana Alves Cruz.

Essa iniciativa é parte de um movimento mais amplo pela mobilização em prol do Feminicídio Zero e busca estabelecer o local como um ponto permanente para memória e reflexão sobre o enfrentamento à violência contra as mulheres.