O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, fez declarações na manhã desta quarta-feira (18) sobre a possibilidade de uma greve de caminhoneiros, atribuindo o movimento a “especuladores” que estariam se aproveitando do cenário de guerra entre os EUA e Israel contra o Irã.
Haddad se manifestou em um momento de crise crescente envolvendo a alta no preço do diesel, a ameaça de paralisação e a atuação bolsonarista nas redes sociais. Ele abordou a elevação do diesel em decorrência do conflito, que foi mitigada pelo governo federal com a redução do PIS e da Cofins sobre o combustível. O ministro antecipou que levará a questão aos secretários estaduais, que recentemente recusaram o pedido de Lula para reduzir o ICMS sobre o produto.
Ao abordar as ações do governo contra o crime organizado e os fraudadores, Haddad destacou a importância de medidas como a fiscalização dos postos e cartéis que se beneficiam da situação para aumentar os lucros inflacionando os preços dos combustíveis.
Ele ressaltou que mesmo com a Petrobras mantendo o preço da gasolina inalterado, os especuladores estão se aproveitando do clima tenso provocado pela guerra para prejudicar a economia. Haddad também mencionou a importância das medidas adotadas pelo governo para reprimir a especulação, destacando a abertura de investigações pela Polícia Federal.
O ministro enfatizou que a situação não está sendo considerada no contexto da possível greve dos caminhoneiros e anunciou que o governo apresentará uma proposta aos secretários de Fazenda para que os estados reduzam o ICMS sobre os combustíveis. Ele destacou a importância da legislação relacionada ao devedor contumaz para aumentar a arrecadação sem a necessidade de elevação do ICMS.
O Comitê Nacional de Secretários de Fazenda, Finanças, Receita ou Tributação dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz) divulgou uma nota informando que os Estados se recusam a reduzir as alíquotas de ICMS sobre os combustíveis, especialmente o diesel, mesmo após o presidente Lula zerar os impostos federais sobre o combustível e instituir medidas de fiscalização para evitar preços abusivos. Os governos estaduais argumentam que a redução do ICMS não resultaria em benefícios para a população e criticam a interferência do governo federal na política de preços dos combustíveis.
